sexta-feira, 15 de julho de 2011

Leve-me, pois estou leve...


Leve-me para casa e, como tem feito, passe-me total segurança, eu havia jogado a chave do meu coração fora, mas você encontrou uma chave reserva, obrigado por libertá-lo evitando de que algo pior acontecesse.

Sempre fez parte de meu desejo encontrar uma pessoa assim, e sem ao menos conhecê-la, sem ao menos idealizá-la, o seu comportamento é o que procurava, não importa como eu sei disso, eu somente sei.

Chegou e tornou-se fundamental para minha vida, ensinou-me que proximidade não é necessariamente ser presente, e para crescer juntos, é necessário acreditar. Ensinou que “trepar” também é sinônimo de fazer amor. Pego-me lembrando os seus gemidos e as besteirinhas que costuma dizer. Enfim, em porções mínimas de atenção, afeto, perversão e amor, você me cativou e com você eu sei que é diferente, hoje confiar na palavra é de total relevância para mim, descobri que posso acreditar, somente por sentir a candura e atenção que um tem comigo, e como exemplo, tenho o seu colo acompanhado de seu precioso afago. Desculpa, não sou bom com palavras e ainda bem que a nossa felicidade não está em jogo por causa disso, pois é no silêncio que você me encontra,e vice-versa.

terça-feira, 12 de julho de 2011

"La clé"

Esse amor bonito que vai queimando em meu peito mostra meu direito de poder te amar, sinto-me tomado por seus devaneios, e faço deles, os meus devaneios. Veio você, de mistérios cheios e doces pra eu desvendar. Tua presença tanto me fascina e ainda me alucina entre os teus “ais”.
Vejo-me envolvido nesses teus anseios, atingindo em cheio e por completo os meus ideais. Neste universo de sonho e magia que vivemos nós, eu sinto do teu corpo eu ouço a tua voz dizendo baixinho: "
C'est à moi, ta clé!!" (É minha, a sua chave!)
E na escuridão destes olhos lindos e profundos, foi que me tornei teu dono, amante, santo, o teu rei.
E hoje eu posso dizer,e sei que você vai me entender. “Ninguém neste mundo é mais feliz que eu.”

segunda-feira, 11 de julho de 2011

“Deus criou o céu e a terra, e viu que era bom. Criou o homem e a mulher, e viu que era bom!”



Lembranças e tantas decepções desde a infância. Será que era para ser assim? Seria esse o meu destino? Sofri tanto, por isso chorei muito. Minhas mãos chegaram a enrugar ao ter que enxugar minhas próprias lágrimas, que, se pudessem ser recolhidas, encheriam o Pacífico. Eu corri milhas e milhas sem destino certo. Busquei, em todos os cantos, algo que eu não sabia o que era, simplesmente procurava, eu somente procurava.

Paulatinamente, o tempo passava e o vazio me assolava. Nunca tive medo da morte, descobri, na verdade, que tinha medo da solidão que me cercava. Pensei: “Será isso mesmo? C’est tout, n'est pas?”.

Mesmo em meio a uma imensidão de pessoas que iam e vinham, passavam, ficavam um tempo e depois partiam, outras chegavam e novamente se ausentavam, eu, vez após vez, via-me novamente em meio à solidão.

Procurei, acreditei ter encontrado, frustrei-me, desisti enfim.

Finalmente cheguei à conclusão da resposta às minhas perguntas: “Rien de rien!”.

Parei de procurar e passei a me encontrar, a me entender, somente cuidar do que passou a ser prioridade para mim: minha carreira, minha vida. Com as portas do coração fechadas, cadeadas, lacradas, blindadas por fim, meus loucos olhos pararam de olhar aos lados à procura de algo que acreditei não mais existir. Afinal, sentia-me completo à minha maneira, porque tinha meus méritos, adquiri responsabilidades, cresci no âmbito pessoal; entretanto, meu coração permanecia estagnado.

Foi com ela, a solidão, que encontrei em mim o que tanto procurava, pois tudo passou a ter um brilho diferente. Mais uma vez, agora não para o lado, olhei à minha frente e em meu caminho encontrei-o, como um vírus instalou-se em meu coração. A querida professora Solidão, que ensinou tudo sobre mim, foi deixada de lado, mas com carinho lembrada pelos ótimos momentos proporcionados e por todos os ensinamentos transmitidos a mim.

Deixei de ser somente um “eu”, após encontrar, somos dois “eu” que se fundem em um somente. Não sei sobre o dia de amanhã; porém, minha profunda vontade é de que isso perpetue. Et aujourd'hui, tu es tout pour moi!