segunda-feira, 6 de dezembro de 2010



Um dia feliz, as vezes é muito raro....

Tenho levado uma vida tranquila, pacata e sossegada, usando de minhas noites ao lado de minha família para encontrar dentro de mim, o meu verdadeiro ser. Viver de sentimentos reais, sem mentiras onde não haja subterfúgios para tudo. Lá no seio do lar o altruísmo é fato, conversas são apenas conversas, não há um diabo pintado, lá ele não existe. Podemos ser nós mesmos, é lá onde o amor, realmente reina, e isso que me deixa feliz. E me faz sentir que realmente sou amado... lá há o amor verdadeiro.
Descobri nessa minha curta jornada, que amor pode ser inventado, o amor é algo que criamos, algo que aprendemos a sentir ou fingimos sentir.
Acho que estou entrando em colapso, algo não anda bem por aqui. O que realmente seria? Duvidas, mentiras, saudades? eu não sei, a única coisa que tenho certeza é que algo me falta, e talvez seja a saudade da casinha pequenina.

"Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu, ai?
Tinha um coqueiro do lado
Que coitado de saudade
Já morreu.
Tu não te lembras das juras, oh, perjura,
Que fizeste com fervor, ai?
Daquele beijo demorado
Prolongado que selou
O nosso amor.
Não te lembras, ó morena, da pequena
Casinha onde te vi, ai?
Daquela enorme ameixeira
Altaneira onde cantava
O bem-te-vi.
Não te lembras do cantar, do trinar
Do mimoso rouxinol, ai?
Que contente assim cantava
Anunciava o nascer
Do flâmeo sol."

Os tempos da casinha pequenina, apenas viverão em minha memória... e eles jamais voltarão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário