terça-feira, 16 de março de 2010


E lá vai a Marcinha limpar a janela por fora da prefeitura, a Noeli de papo com a Sônia, a Sônia informando a um requerente sobre um processo, pelo menos tentando informar, o sistema tá uma Mer**, fica caindo sem parar. A Relindes pra lá e pra cá com processos. Olhando para lado, lá vem a Bete Rolim, com mais um pedido pra Noeli, a Noeli, quando a vê parece que quer se enfiar embaixo de uma cadeira.
E tadinha da Vanessa, mesmo tentando passar tranquilidade a todos, dá pra reparar com facilidade a expressão de preocupada. O Edmir, coitado, vive perdendo requerimento em cima da mesa dele, e corre pra cá pra tentar descobrir onde que se encontra o dito cujo.
Todos com suas tarefas, todos com seus afazeres, todos levando suas vidas da forma que estão tão acostumados, e eu aqui pensando o que fazer. Que rumo tomar, muitas coisas que desejo que mudem, muitas coisas que desejo que parmaneçam como estão.
E o que se acontece dentro da mente de cada um que passa por minha mesa? Fico imaginando, a Relindes pensando " ai meu Deus do céu, ninguém faz nada direito", a Sônia, "tudo pra cima de mim", a Marcinha " Foi lá no risca faca que eu te conheci..." a Noeli, "Meu Deus, tem isso, tem aquilo, não vai dar tempo, blá, blá,blá...", e o Edmir "preciso falar com a Sônia, não posso esquecer, não posso esquecer...".

E mais uma vez vai a Relindes no seu caminho incansável, de sua mesa pra copiadora, da copiadora pra mesa do Enemias, da mesa do Enemias devolta pra sua mesa e assim por diante.
E sai o Adalton e o Alysson pra mais uma vistoria de comércio, e lá vai Sub e Noeli, pra mais uma obra pra ver em que "pé anda".

E vamos lá... Tudo tem que continuar, agora, páro por aqui, o sistema voltou e eu tenho um monte de requerimentos pra mandar pra frente...

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